quarta-feira, 27 de março de 2013









Por onde vais eu nem sei bem onde
Penso todo dia na beleza de tuas andanças
Os lugares que nunca tive e que nem nunca te tiveram
Tua grandeza não cabe em nenhum lugar
Pensei com lágrimas dias desses
Na poesia da estrada, da saudade e do adeus
Que tu nunca soube amar
 E te amei mais ainda assim viajante e infinita
Tu és bela porque não te limites estais livre pra voar
Pra onde vais amanha?
Nem deus sabe onde
Não importa nem nuca importará
Eu te amo porque tens nas mãos a vida e porque a vida te tem nas mãos

Para minha amiga Tayrini Martins

quarta-feira, 20 de março de 2013

As vezes é preciso colorir os dias,
criar formas, inventar novas verdades
Não da pra viver assim,
contaminando-se por essa epidemia de amargura
viver das sobras e dos restos desses dias cinzentos,quadrados e repetitivos. 

Imagem:http://andblue.tumblr.com/


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ao assistir o noticiário.




          Chorou baixinho quando entendeu o que era vida
E teve medo
           A vida era um instante passageiro
Uma decisão mal decidida
             Uma carta errada
Um beco sem saída
             A vida sem ser percebida
Era vida perdida 



Imagem: Mulher chorando de Picasso

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Las manos del mendigo


Estou mendigando poesias,

qualquer verso pra colorir meu dia

algo que faça agente ver o que não via

alguma dose letal de alegria

Estou mendigando palavras, capazes de inspirar sentimentos.

Palavras mágicas,

que torne sólido os ventos

Estou mendigando alguma imaginação

capaz de recriar a vida

de inventar qualquer coisa

que nos faço melhores um dia.

Arte de Oswaldo Guayasamín- Las manos del mendigo

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Escritores que não escrevem

Parece engraçado mas durante um bom tempo eu fui uma escritora que não escrevia.Quantas vezes enquanto estava no onibus, ou sentada em algum lugar bonito,ou até mesmo esperando ser atendida no banco e me surgiram poemas lindos, todos no entanto perderam-se e talvez eu nunca mais os encontre. Foi então que esse ano eu aderi ao caderno, diário, agenda , seja qual for o nome, ali escrevo tudo que passa pela minha mente, tudo que desperta minha imaginação.Além de que agora dedico uns minutos do meu dia a um momento de inspiração, aquele momento em que eu fico sozinha, sentada na rede ou até mesmo no chão do quarta entre as almofadas.Momento em que fico livre para imaginar, momento em que eu me cerco de que coisas que me inspiram.Porque a inspiração nem sempre veem até mim, as vezes preciso busca-la,é maravilhoso quando eu a encontro. Viver uma vida repleta de imaginação e inspiração é viver uma vida encantadora. Pratique o ato de inspirar-se, e não esqueço do caderninho para registrar tudo. Esse caderninho da foto é o que eu uso para escrever, eu fiz colagens nele, de recortes de uma revista de arte.Porque até o caderno tem que inspirar não é mesmo?

domingo, 12 de fevereiro de 2012

trilha sonora de criação Bensé-Mon Frére




Amar
os dias quentes e os dias frios
o céu azul, o céu nublado
pessoas inspiradoras e pessoas confusas
Amar os dias de chuva
Amar o pequenino e o grande, grandes e insignificantes coisas
Amar
um botão de flor, o miado de um gato, o barulho de chuva no telhado
manhãs frias
Amar
cheiro de arruda,cães perdidos de rua, o vento no rosto
fotografias
Amar
estampas coloridas,lembranças esquecidas poetas e bailarinas
Amar uma língua que não se fala, um lugar onde nunca se foi,
amar a capacidade de amar do outro.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Voltando...

Depois de muito tempo sem postar e sem escrever eis que a inspiração surge em uma noite quente de insonia




Quão bela são as coisas que vemos com os olhos da alma
distante da visão costumeira e estagnada
da visão miope e desacreditada
Tão corriqueira visão
Quão bela é a vida
nas suas diferentes perspectivas
nos seus milhares pontos de vista
na liberdade da imaginação
Tudo pode ser belo
quando podemos sentir o que vemos

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A poética do silêncio






São tempos difíceis
inexpressíveis
Em que a mudez é quem fala

Palavras tornam-se inúteis
Não servem para expressar mais nada

E assim as palavras voam perdidas
Esvaindo-se pelas mãos do poeta

As palavras já não molham sua boca a tanto tempo cerrada
Pois já tem tempo em que poeta
perdeu-as
perdeu as palavras
Perdeu-as na poesia da vida
Na poesia da vida tão despercebida

São tempos difíceis
São duras caminhadas
É tão profundo o sentir que já não cabe em nenhuma palavra

Eis que o poeta
Eis que se apaga
Já não há materia viva daquilo que nutri dentro de si
Daquilo que preenche o seu mundo e a sua mente
Além da poética do silencio

quarta-feira, 25 de maio de 2011




Ainda não aprendi ser folha que cai
folha que deixa-se voar perdidamente com o vento
quero antes ser como as raízes das arvores
tão seguras em si

São incertos os caminhos das folhas
folhas que dançam a dança do tempo
folhas que nascem,caem e secam
folhas que vivem a incerteza do ar em movimento

Ainda não aprendi a ser folha que cai
e tropeça mundo a fora
não aceitei a mudança das estaçoes
e a inconstancia do tempo

Doí demais observar a fluidez de tudo
ver o todo de tudo diluir-se e dissolver-se
doi demais ser folha ao vento

domingo, 8 de maio de 2011




Suspiros quase explodem meu pulmão
desatino,desatenção
O desconforto que antecede o desespero
Desorientado me perco
Por onde andará minha razão, meu entendimento?
A perna que sacode inquieta nunca levará ao equilibrio
Desedifico-me,despedaço-me, desintegro-me parte a parte
E aceito essa condição
Se hoje não posso compor o todo
espero o amanha
para recompor os pedaços.

Imagem de Egon Shiele. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011




Faz frio
Fiquei sentada na grama lendo poesias
Estou dispersa e uma leve tontura embala meu caminhar
Hoje o dia não tem sentido nem gosto
Tenho vontade ficar parada para nunca mais me mover
Com um olhar que nada vê e um coração que nada sente
Hoje não tenho sede da vida e não me arriscaria por nada
Estou ferida e a dor imobiliza
Mais uma vez sinto minha vida mudando
Amanhã sei que serei outra, é necessário, preciso me recriar
A existência me ultrapassou
meu amor envelheceu e ta morrendo de velho.

terça-feira, 19 de abril de 2011


Há manhãs frias que despertar castiga
e no céu transparece toda a nossa vida

Na vertigem de um dia
forja-se o dia
mais um dia, que poderia ser único

Vou cruzando as esquinas na esperança de me encontrar
Entre os caminhos cotidianos que nos levam para algum lugar

Comigo a cidade toda desperta
Seguindo seu sagrado ciclo se poe a funcionar
E as horas nos carregam a junta dela seguir seus minutos inimagináveis

Até que eu me torno tardia
Mais um dia
vou me dissolver
sem me perceber

Acordar é nascer para os dias!

sábado, 16 de abril de 2011





Seu coração doí
A cabeça não sabe o que pensar
O olhar olha, de nada vê
A mente pensando não consegue entender
O corpo não suporta a si
O conjunto não poderia reagir
O sujeito desiludido esta ali
Processando o sentir
Buscando engolir a si mesmo
Num gole só
ardente e amargo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011





Se eu pudesse ver o mundo com teus olhos
Com a transparência do teu olhar
Ver poesia naquilo que não entendo
Ver arte na dor
Ver o mundo infinito como a profundidade do teu olhar
Ver a imensidão das coisas simples e tenuas
Observar calmamente toda esta cegueira sem julgar
Ver o mundo com a tranquilidade dos dias comuns
Ver naturalidade nas confusões interiores
Observar a vida como uma melodia silenciosa
Se eu pudesse ver o mundo com teus olhos entenderia os instintos naturais das contradições
Sentiria o sabor das manhãs
Pois os olhos refletem a vida
É do teu olhar que se constrói tudo
Do teu olhar sobre o mundo.

quarta-feira, 9 de março de 2011





As vezes penso em como é ser o outro
a imensidão do outro
o vazio do outro
o ponto de vista do outro
a vidinha do outro
as loucuras do outro
as dores e o amargor
Porque apenas ser eu não basta,cansa,cai na monotonia
E podia inventar personagens
Mas não adiantaria
Desejara mesmo é ter diversar vidas, pessoas e historias entrelaçadas
De modo que no mundo ninguém fosse um
Mas sim que cada um fosse todos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O eu .






Interrogação, exclamação, contradição,falta de definição...busca, procura, caminho, destino,distante,lugar algum, o eu, o outro, todos, nenhum,a luta, a dúvida,a criação,o sentimento, o descontentamento,o sonho e a ilusão,a palavra, o gesto, a conclusão, a falta de conclusão, a palavra aberta, o eu exposto, contraposto,imobilizado, atirado,enganjado, o eu no outro, os varios eus, o eu nenhum.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sonhos que não se apagam.







Um dia sonhei que andava pelas ruas aflita e ficava cada vez mais aflita pois não sabia o que havia me deixado assim.
E me pensava tao aflita que de tao aflita nao entendia.
Mas derrepente no meio daquele aflição surgira algo na imensidão do céu; um cavalo a galobe voava sobre mim.
E já não estava mais aflita pois era tudo tão impossivel que fora impossivel definir o que eu deveria sentir.



Hoje terminei o livro dos abraços de Eduardo Galeano e aprendi muito sobre a liberdade de escrever aquilo que sentimos, não sei se me entendem,mas a conquista de liberdade interior é tao dificil quanto a da liberdade exterior.
Li muitas poesias em pequenas histórias presentes nesse livro.Sentei no chão e o abracei, depois o cheirei e o observei, é tao estranho terminar um livro, é como o fim de um contato profundo,um tipo de extase, algo que fica.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Reflexo


Olho no espelho como de custume
E este rosto de nada me diz.
Busco nas imperfeiçoes o erro
No erro um motivo.
Olho nos espelho procuro compreender o que vejo.
Mas estes olhos serenos nada me mostram.
Essa boca fria nada me diz.
Essas expressões tao nuas pouco expressam.
Olho no espelho e nao me vejo.
Não sou nada que ele diz.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011





Eu queria ser...
O cigarro que preservas em teus dedos.
Tua maior virtude teu unico meio.
A correnteza que te carrega.
Eu queria ser teus olhos cor de água.
O delírio e a calma.
A mordida do beijo.
Eu queria ser um pouquinho do teu instante.
Teu sonho mais delirante.
O suor em teu peito.
Eu queria ser a tua única causa.
Teu unico desejo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Insônia


Quem és tu no silencio da noite?
Quando todos dormem e tua insônia te mantêm acordado
Quem és tu quando está somente tu e tu mesmo?
Sentindo o odor e a friagem da madrugada.
Quem és tu por detrás do espelho da noite estrelada?
Quem és tu diante da cama vazia e dos lençois revirados?
Quem és tu diante das horas que não passam,diante do ponteiro parado?
Quem és tu homem acordado, olhos cansados, mente vadia.

01:11h

Para ti (meu amor) e tuas noites de insônia