terça-feira, 28 de agosto de 2012

Las manos del mendigo


Estou mendigando poesias,

qualquer verso pra colorir meu dia

algo que faça agente ver o que não via

alguma dose letal de alegria

Estou mendigando palavras, capazes de inspirar sentimentos.

Palavras mágicas,

que torne sólido os ventos

Estou mendigando alguma imaginação

capaz de recriar a vida

de inventar qualquer coisa

que nos faço melhores um dia.

Arte de Oswaldo Guayasamín- Las manos del mendigo

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Escritores que não escrevem

Parece engraçado mas durante um bom tempo eu fui uma escritora que não escrevia.Quantas vezes enquanto estava no onibus, ou sentada em algum lugar bonito,ou até mesmo esperando ser atendida no banco e me surgiram poemas lindos, todos no entanto perderam-se e talvez eu nunca mais os encontre. Foi então que esse ano eu aderi ao caderno, diário, agenda , seja qual for o nome, ali escrevo tudo que passa pela minha mente, tudo que desperta minha imaginação.Além de que agora dedico uns minutos do meu dia a um momento de inspiração, aquele momento em que eu fico sozinha, sentada na rede ou até mesmo no chão do quarta entre as almofadas.Momento em que fico livre para imaginar, momento em que eu me cerco de que coisas que me inspiram.Porque a inspiração nem sempre veem até mim, as vezes preciso busca-la,é maravilhoso quando eu a encontro. Viver uma vida repleta de imaginação e inspiração é viver uma vida encantadora. Pratique o ato de inspirar-se, e não esqueço do caderninho para registrar tudo. Esse caderninho da foto é o que eu uso para escrever, eu fiz colagens nele, de recortes de uma revista de arte.Porque até o caderno tem que inspirar não é mesmo?

domingo, 12 de fevereiro de 2012

trilha sonora de criação Bensé-Mon Frére




Amar
os dias quentes e os dias frios
o céu azul, o céu nublado
pessoas inspiradoras e pessoas confusas
Amar os dias de chuva
Amar o pequenino e o grande, grandes e insignificantes coisas
Amar
um botão de flor, o miado de um gato, o barulho de chuva no telhado
manhãs frias
Amar
cheiro de arruda,cães perdidos de rua, o vento no rosto
fotografias
Amar
estampas coloridas,lembranças esquecidas poetas e bailarinas
Amar uma língua que não se fala, um lugar onde nunca se foi,
amar a capacidade de amar do outro.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Voltando...

Depois de muito tempo sem postar e sem escrever eis que a inspiração surge em uma noite quente de insonia




Quão bela são as coisas que vemos com os olhos da alma
distante da visão costumeira e estagnada
da visão miope e desacreditada
Tão corriqueira visão
Quão bela é a vida
nas suas diferentes perspectivas
nos seus milhares pontos de vista
na liberdade da imaginação
Tudo pode ser belo
quando podemos sentir o que vemos

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A poética do silêncio






São tempos difíceis
inexpressíveis
Em que a mudez é quem fala

Palavras tornam-se inúteis
Não servem para expressar mais nada

E assim as palavras voam perdidas
Esvaindo-se pelas mãos do poeta

As palavras já não molham sua boca a tanto tempo cerrada
Pois já tem tempo em que poeta
perdeu-as
perdeu as palavras
Perdeu-as na poesia da vida
Na poesia da vida tão despercebida

São tempos difíceis
São duras caminhadas
É tão profundo o sentir que já não cabe em nenhuma palavra

Eis que o poeta
Eis que se apaga
Já não há materia viva daquilo que nutri dentro de si
Daquilo que preenche o seu mundo e a sua mente
Além da poética do silencio

quarta-feira, 25 de maio de 2011




Ainda não aprendi ser folha que cai
folha que deixa-se voar perdidamente com o vento
quero antes ser como as raízes das arvores
tão seguras em si

São incertos os caminhos das folhas
folhas que dançam a dança do tempo
folhas que nascem,caem e secam
folhas que vivem a incerteza do ar em movimento

Ainda não aprendi a ser folha que cai
e tropeça mundo a fora
não aceitei a mudança das estaçoes
e a inconstancia do tempo

Doí demais observar a fluidez de tudo
ver o todo de tudo diluir-se e dissolver-se
doi demais ser folha ao vento

domingo, 8 de maio de 2011




Suspiros quase explodem meu pulmão
desatino,desatenção
O desconforto que antecede o desespero
Desorientado me perco
Por onde andará minha razão, meu entendimento?
A perna que sacode inquieta nunca levará ao equilibrio
Desedifico-me,despedaço-me, desintegro-me parte a parte
E aceito essa condição
Se hoje não posso compor o todo
espero o amanha
para recompor os pedaços.

Imagem de Egon Shiele.